domingo, 21 de octubre de 2012

REAL REFORMA DEL ESTADO SOCIAL BRASILEÑO- EL EXITO DE 9 AÑOS DE LA BECA FAMILIAR - LA CONCENTRACION DE LOS MICRO PROGRAMAS SOCIALES EN UNO

A real reforma do Estado86Após nove anos, completados no sábado 20, o Bolsa Família tornou-se um programa social aclamado no mundo. A quase totalidade dos preconceitos e mitos que alimentavam a oposição à sua existência foi desmentida pelos fatos. O programa não colocou sob o cabresto de Lula e do PT o voto dos eleitores mais pobres. Como é depositado direto em uma conta do cadastrado, ele eliminou a intermediação que sustentava os coronéis locais nos quatro cantos do País. Não fez vicejar uma geração de preguiçosos e vagabundos dispostos a trocar um emprego pelo benefício mensal que varia de 32 a 306 reais. Não transformou as mulheres em parideiras, prontas a colocar filhos no mundo em troca dos caraminguás ofertados pelo governo. A taxa de natalidade das beneficiárias está em queda, como acontece entre as demais mulheres. Muito menos desvinculou o benefício de metas escolares. Ao contrário. Os dados mostram que o controle tornou-se mais eficiente. A frequência das crianças beneficiadas pelo Bolsa é de 95,5%. A taxa de aprovação supera a da média dos alunos da rede pública (80% a 75%). A evasão escolar é 50% menor. Desmistificação. Nove anos depois, os fatos derrubaram os preconceitos contra o programa. Foto: Bruno Spada/MDS Integrante da equipe que montou o programa em 2003, a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, fala a seguir do êxito do Bolsa Família e vai além. Segundo ela, o cadastro único originado pela inclusão dos beneficiados, que permitiu a elaboração do mapa da pobreza, tem sido responsável por uma verdadeira reforma do Estado brasileiro. “A partir das inúmeras informações que o cadastro único gera, estamos reorganizando a oferta de serviços públicos no País. Teremos um Estado mais efetivo, mais eficiente no atendimento às demandas, principalmente da população mais necessitada.” CartaCapital: O Bolsa Família completa nove anos. O que fez dele um programa social tão bem-sucedido? Tereza Campello: Até então, o Brasil nunca tinha tido um programa de transferência de renda com o objetivo de aliviar a pobreza e se constituir como parte da rede de proteção social não contributiva do Brasil. O que havia antes eram vários pequenos programas de transferência vinculados a objetivos específicos. Tinha, por exemplo, o Vale-Gás, de apenas 7 reais, concedido a uma pequena parcela dos brasileiros, para auxiliar na compra de gás de cozinha. Tinha o Bolsa Alimentação, de compra de leite, e o Bolsa Escola. No governo Lula, simplificamos as coisas. Em vez de vários programas fragmentados, o que dificultava inclusive o entendimento dos beneficiários, pois um vizinho recebia o Vale-Gás, o outro o Bolsa Alimentação e um terceiro o Bolsa Escola, unimos todos em um só. Adotamos o critério da impessoalidade. Os beneficiários recebem o dinheiro diretamente em uma conta, usam o cartão. Não há intermediários. E o alcance passou a ser muito maior. Quando se juntavam todos os programas anteriores ao governo Lula, a soma de beneficiados era de 4 milhões de famílias. Hoje chegamos a 13 milhões. Um em cada quatro brasileiros recebe o Bolsa Família. CC: Os críticos dizem que o programa transfere renda sem cobrar, por exemplo, a frequência na escola. TC: Não é verdade. Foi após a criação do Bolsa Família e o surgimento do cadastro único que o governo passou a ter de fato um controle das condicionalidades. Antes se sabia, no máximo, se a criança estava, por exemplo, matriculada na escola. Atualmente, controlamos a frequência escolar de 15 milhões de estudantes. Os alunos cujas famílias estão no programa têm frequência acima da média dos demais estudantes da rede pública de ensino. No caso de quem recebe o Bolsa, a frequência atinge 95,5%. Dos menos de 5% cuja frequência não é regular, perto de 30% têm motivos: geralmente, as crianças ficaram doentes por um período ou a família mudou de endereço e não conseguiu vaga na escola. No restante dos casos em que não há justificativa, trabalhamos para que as crianças voltem a frequentar a sala de aula. Perceba: os beneficiários do Bolsa Família vivem em famílias extremamente pobres, com indicadores infinitamente piores do que aqueles do restante da população. Outro dado: a evasão escolar entre quem recebe o benefício é 50% menor do que a média. Sabe por quê? CC: Imagino. TC: As mães não deixam as crianças faltar. Os jovens sentem o peso da perda do benefício, caso abandonem a escola e a família deixe de receber o Bolsa Família. Pensam duas vezes antes de largar os estudos. As crianças do programa também têm um índice de vacinação maior. Todos os indicadores mostram que o programa tem sido e continuará sendo ­fundamental para o rompimento do ciclo de pobreza entre gerações. Os filhos não estarão destinados a ser extremamente pobres só pelo fato de seus pais o serem. Teremos crianças mais educadas, mais bem alimentadas, mais amparadas. “O cadastro permitiu traçar o mapa da pobreza. Com ele, podemos levar os serviços públicos aos mais carentes”. Foto: Isadora Pamplona CC: O governo esperava o efeito macroeconômico do Bolsa Família, um dos fatores responsáveis pela expansão recente da economia brasileira? TC: Imaginávamos um efeito nas economias locais, um impacto microeconômico, digamos. Mas os efeitos gerais sobre a economia nacional, não. Esse efeito, aliás, ainda merece mais estudos acadêmicos. Sabemos que cada real repassado pelo Bolsa Família gera 1,44 real para a economia. Isso demole, portanto, a tese de que o programa é um desperdício de dinheiro, um gasto despropositado. O Bolsa possibilitou ao Brasil criar um colchão de renda permanente que nos impede de chegar ao fundo do poço em momentos de crise. São 50 milhões de brasileiros que continuam a comprar arroz, feijão, roupas… CC: Havia quem não confiasse na capacidade dos beneficiários de gerir o próprio dinheiro, não? TC: Sim, mesmo no governo. Mas prevaleceu a noção, inclusive determinada pelo presidente Lula, de permitir a completa autonomia das famílias. Para alguns, o dinheiro só poderia ser usado para comprar comida. Para outros, seria necessário criar um exército de servidores públicos para controlar o gasto dos pobres. É o velho preconceito. Caso eu receba um dinheiro a mais, vou gastar de forma irresponsável ou vou tentar poupar? Se qualquer um na classe média raciocina assim, por que seria diferente com os mais ­pobres? CC: Sem falar na tese de que as mulheres teriam mais filhos para receber mais ­benefícios. TC: Quanto alguém da classe média aceitaria receber para ter um filho a mais? Alguém imagina que 30 reais seria suficiente para as pessoas saírem por aí fazendo crianças? A decisão de transferir o dinheiro diretamente aos beneficiados, sem intermediário, foi fundamental. Assim como a parceria com os municípios. Sem os acordos com as prefeituras, o Bolsa Família não teria chegado aonde chegou, em todos os cantos do País. Outro ponto: prefeitos de todos os partidos se engajaram no projeto. Os convênios não foram firmados apenas com os representantes da base aliada. CC: O programa atingiu seu limite ou ainda há muitas famílias a ser incluídas? TC: No máximo, 500 mil famílias, o que dá cerca de 2 milhões de brasileiros. CC: Outros países adotam programas de transferência de renda por tempo determinado. No Brasil, alguns especialistas cobram a criação de “portas de saída”. Por quantos anos mais o Bolsa Família será necessário? TC: No momento, nosso esforço é para incluir famílias, não para excluí-las. O Brasil cresce menos neste momento, mas não está estagnado. Continua a gerar oportunidades para quem tem educação superior, para os de nível médio e para aqueles de baixa escolaridade. Continuamos a criar 1,5 milhão de empregos por ano. Em um país estagnado, como foi o nosso caso em passado recente, qual é a porta de saída para os mais pobres? Nações que adotam programas de tempo determinado optam pelo quê? As famílias terão chance de receber uma renda por um prazo. Se até lá não conseguirem se incluir, voltarão para a miséria. O Brasil acertou ao adotar um programa de tempo indeterminado. A população miserável do nosso país foi excluída durante séculos. Não teve chance de receber educação, de se alimentar. Uma criança desnutrida, com verminose, sem estímulos educacionais, tem sua vida adulta condenada, com baixa capacidade de desenvolvimento, mesmo se ela tentar estudar depois. Outra informação importante: metade dos beneficiários do Bolsa Família tem menos de 18 anos. Qual a “porta de saída” para esse público? Certamente, não está no mercado de trabalho. Está na sala de aula. De qualquer forma, fazemos um enorme esforço de qualificação profissional. Por meio do Brasil Sem Miséria, oferecemos cursos profissionalizantes do Pronatec. Temos quase 500 mil vagas para a população de baixa renda. Bons alunos. A taxa de aprovação dos beneficiários é maior do que a mediana dos estudantes do ensino público. Foto: Celso Júnior/AE CC: E arrumar um emprego não significa sair da miséria. TC: Muita gente acredita que os mais pobres não trabalham. Este não é o problema. Em geral, eles conseguem vagas de trabalho precário. Ficam dois, três meses, e depois são dispensados. É comum na construção civil, por exemplo. A obra acaba e o sujeito fica sem emprego. Dos adultos do Bolsa Família, 72% trabalham. A “empregabilidade” é praticamente igual à da população em faixa de renda similar que está fora do programa. É outro mito derrubado. O Bolsa Família não desencadeou, como muitos acreditavam, o tal efeito preguiça. CC: O Brasil tem dado muitas consultorias a delegações estrangeiras. O que mais os países querem aprender com a experiência do Bolsa Família? TC: Muitas coisas. Mas eu diria que a nossa grande tecnologia é o cadastro único de beneficiados. Por meio dele foi possível traçar um mapa da pobreza no País. Tenho dito que o Bolsa Família, por meio do cadastro único, possibilita uma verdadeira reforma do Estado brasileiro. CC: Como assim? TC: Parte da esquerda rejeita qualquer discussão sobre a reforma do Estado, por associá-la a uma bandeira do neoliberalismo. Como se representasse a defesa de um Estado mínimo. Não é disso que falo. Defendo um Estado mais efetivo, mais eficiente no cumprimento da demanda da maioria da população. O cadastro único nos permite reorganizar a oferta de serviços públicos. Todo mundo quer mais creches, certo? Mas imagine se o governo federal se limitar a repassar os recursos. Em que lugares haverá ampliação das creches? Provavelmente, nas cidades mais ricas e nos bairros mais bem localizados. Dessa forma, não se consegue que os equipamentos públicos, uma unidade de saúde, uma escola, uma creche, sejam instalados nas localidades em que vivem os mais pobres. CC: O Estado acaba por reforçar as desigualdades, certo? TC: Sim. A ideia tem sido usar o cadastro único para reordenar essa oferta de serviços públicos, de várias formas. Dou um exemplo: cruzamos o cadastro do Bolsa com aquele das escolas e das matrículas no Brasil. Levantamos todas as unidades que têm mais de 50% dos estudantes entre os beneficiários do programa. Partimos do princípio de que uma escola com 50% de alunos no Bolsa Família fica em um bairro pobre e a outra metade dos alunos também é pobre. Ao todo, são 60 mil estabelecimentos no País. Separamos aquelas com condições de oferecer ensino em tempo integral. Para isso, a escola precisa de quadra de esportes, horários disponíveis, espaço etc… Metade tem condições. Com essa informação, procuramos cada um dos prefeitos. Perguntamos o motivo de a escola não promover mais educação e nos oferecemos para ajudar. O objetivo é induzir a ampliação da oferta de educação nos bairros mais pobres e, em geral, mais violentos. A experiência tem sido interessante. Hoje há oferta de cursos de fotografia, de judô, de caratê, de teatro, de música… A escola vira um espaço de participação e de vida comunitária para todos, principalmente para a juventude. O mesmo tem acontecido na saúde. CC: De que maneira? TC: A presidenta Dilma Rousseff definiu e conseguiu aprovar nas várias instâncias do Sistema Único de Saúde que as unidades de pronto-atendimento seriam construídas prioritariamente nas regiões localizadas no mapa da pobreza. As UPSs vão ser erguidas principalmente nos bairros mais pobres, onde se concentra a população de mais baixa renda. O mesmo se dará com os centros de referência de assistência social. O objetivo do SUS continua a ser a universalização da saúde e tem tudo a ver com esse propósito de levar os serviços justamente às populações mais carentes. Ninguém imaginava que o Bolsa Família iria se tornar a grande plataforma de hoje. À medida que as famílias entram no programa, seus dados ingressam no cadastro único. E o poder público acessa informações sobre esses brasileiros antes inimagináveis. Sabemos se a família é cigana, quilombola, de comunidade de terreiro, se é indígena. Há informações sobre o total de habitantes de uma determinada comunidade, o nível de escolaridade, aptidões, onde os beneficiários trabalharam. Isso já alterou a forma como o Estado brasileiro trabalhava e vai alterar ainda mais.

viernes, 19 de octubre de 2012

AHORA SI LOS PRODUCTOS DE BRASIL SON MAS BARATOS - EXONERACION DE IMPUESTOS INTERNOS

Desonerações e dólar reanimam exportadores / Marta Watanabe, Rodrigo Pedroso e Sérgio Ruck BuenoAs desonerações da folha de pagamentos e a estabilidade do dólar em torno de R$ 2 já reduziram custos e estimularam exportações. Publicada em 19 de Outubro de 2012 Ampliada desde agosto, a desoneração da folha de pagamento não contribuiu apenas para dar mais fôlego às empresas. O corte de custos estimulou alguns segmentos a exportar mais e permitiu uma redução de preços inédita nos últimos dois ou três anos. Entre as que dizem ter sentido menos os efeitos da desoneração e das demais medidas do governo, como redução de juros e estabilização do câmbio a R$ 2, as empresas projetam ao menos retomada de produção para o último trimestre e, principalmente, para 2013. A fabricante de compressores de ar Metalplan Equipamentos, de São Paulo, que nos últimos anos havia feito somente reajustes seguindo a inflação, planeja reduzir os preços em média em 20% no ano que vem. A gaúcha SCA Indústria de Móveis informa que a desoneração permitiu redução de preço de 1% a 2% e, na exportação, juntamente com o câmbio, contribuiu para um corte médio de preço de 7%. Nos últimos dois anos, com o real valorizado, os preços de exportação só haviam subido, entre 20% e 30%. No ano que vem, a fabricante de móveis planeja dobrar a fatia do faturamento resultante das vendas ao exterior. Na catarinense Butzke, também fabricante de móveis, a desoneração fez a carga da contribuição previdenciária cair a um terço, afirma o diretor comercial Michel Otte. Com menor custo com salários, a empresa pretende contratar 20 trabalhadores até o fim de 2012. Hoje, tem 230 funcionários diretos. Segundo Otte, o benefício, ao lado de outras medidas, permitiu também redução de 5% a 10% nos preços do mercado interno. Na exportação, com influência do câmbio, houve corte de 15% a 20%. "Eu nem me lembrava mais como se fazia isso", brinca. A Fabus, entidade que reúne os fabricantes de ônibus, calcula que a desoneração permitiu descontos entre 5% e 10% em dólar e aqueceu as vendas em setembro. A expectativa da entidade é elevação de 20% nos embarques do segmento em 2012, na comparação com o ano passado. Com a desoneração, a Metalplan reduziu em 70% o custo com o recolhimento ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) sobre a folha de salários. O redução dessa despesa aconteceu com a mudança de cálculo da contribuição previdenciária para os fabricantes de máquinas. Em vez de recolhido em 20% sobre folha, o tributo passou a ser pago em 1,5% sobre faturamento desde agosto. Além de reduzir o custo, a nova forma de cálculo estimula a exportação, porque as receitas das vendas ao exterior não entram no cálculo da contribuição. Segundo Edgard Dutra, diretor da empresa, essas mudanças propiciaram a redução dos preços planejada para o próximo ano. Para a Metalplan, além da desoneração, a queda de juros do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do BNDES para 2,5% ao ano já fez efeito na produção. A desvalorização do real ajudou a segurar a penetração dos asiáticos no mercado interno e fez com que clientes do exterior comprassem mais da empresa. As projeções de exportações voltaram a crescer depois de anos estagnadas. "A nossa produção neste ano vai crescer ligeiramente em relação ao ano passado em função do segundo semestre. O mercado está se movimentando um pouco mais. Projetos de empresas que estavam em banho-maria agora estão sendo retomados", afirmou Dutra. Na SCA, a desoneração reduziu em 15% a carga tributária da contribuição previdenciária, o que, segundo a empresa, permite diminuir os preços para o mercado interno e externo. Mais que isso, a SCA voltou a ter as exportações em seu radar. A empresa participou nos últimos meses de duas feiras internacionais e já se organiza para outra, algo que não fazia há três ou quatro anos. Sérgio Manfroi, diretor-superintendente da empresa, diz que a expectativa é aumentar de 4% para 8% a fatia das exportações no faturamento. Também do setor de móveis, a Butzke, pela primeira vez desde 2007, projeta para as exportações do ano que vem o mesmo crescimento de 25% programado para as vendas no mercado interno. Para 2013, os embarques vão representar, portanto, os mesmos 17% do faturamento que significam atualmente. A fatia das exportações vinha caindo ano a ano. Em 2004, os embarques, lembra o diretor Michel Otte, respondiam por 90% do faturamento. Entre os fabricantes de ônibus, a desoneração também começa a estimular as exportações. Segundo o presidente da Fabus, José Antônio Fernandes Martins, os descontos de 5% a 10% em dólar nas exportações são representativos. "Não é pouca coisa, porque um rodoviário de luxo custa até US$ 250 mil e o desconto pode chegar a US$ 25 mil", calcula. De acordo com Martins, o setor já projeta alta de 20% nos embarques do produto neste ano em relação a 2011, para 5,1 mil unidades. Apenas no segundo semestre, em comparação com os seis meses anteriores, a alta estimada chega a 103%, para 3,4 mil ônibus. Na indústria de plásticos Component a desoneração tornou os produtos mais competitivos nas vendas domésticas. O diretor da empresa, Roberto Korall, não chega a mencionar o tamanho da redução, mas diz que os preços negociados dependem muito da demanda e o corte de custo "viabilizou muitos negócios". Com cerca de 30% da produção fornecida para a indústria automotiva, a Component diz que a medida, porém, não levou à contratação de trabalhadores e não resolveu o problema da alta carga tributária do país. A empresa vai terminar o ano com faturamento nominal igual ao do ano passado. Korall diz, porém, que sem as medidas do governo a situação estaria pior. Para o ano que vem, as perspectivas são boas. Com base nas encomendas, prevê produção maior nos primeiros meses de 2013 e estima fechar o próximo ano com alta real de 10% no faturamento em relação a 2012. Apesar de a Abicalçados, que reúne as indústrias de calçados do país, considerar prematuro um balanço sobre os efeitos da ampliação da desoneração, dentro do setor há nichos que já sentem melhoria nas condições de produção. O polo calçadista de Franca, no interior de São Paulo, registrou, de janeiro a agosto, nível de emprego igual a 2010, com 29,3 mil postos de trabalho, o maior da série desde 1999. Desde o início do ano, as indústrias de calçados foram beneficiadas com a desoneração. A partir de agosto, porém, a alíquota sobre faturamento foi reduzida de 1,5% para 1%. Outras mudanças que também tiveram peso para fazer Franca elevar produção neste ano foram a redução do ICMS de 12% para 7% e a adoção de medidas antidumping contra calçados chineses, que agora chegam ao porto de Santos US$ 5, em média, mais caros do que os produzidos na região. José Carlos Brigagão, presidente do Sindifranca, está otimista com relação à produção do ano que vem. "Esperamos crescimento, pois a economia terá incorporado melhor as medidas do governo."

jueves, 18 de octubre de 2012

BRF - BRASIL FOOD (PERDIGAO Y SADIA) INCREMENTA DE NUEVO LAS EXPORTACIONES EN SEPTIEMBRE Y CON ESO ALCANZA LOS 3,7 MMUS$ DE ENERO A SEPTIEMBRE

BRF-Brasil Foods registra forte aumento das exportações em setembro Compartilhar: Plus.Por Fernando Lopes | ValorSÃO PAULO - Após registrar forte incremento dos embarques em setembro, a BRF-Brasil Foods consolidou no mês e nos nove primeiros meses do ano sua condição de maior exportadora brasileira do setor de agronegócios do país. No setor, a companhia só perde para a Bunge, que tem capital aberto nos Estados Unidos. No ranking geral das maiores empresas exportadoras, fica atrás apenas de Vale, Petrobras e Bunge, conforme dados atualizados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento. Em linha com a recuperação das exportações brasileiras de carnes de frango e suína, os embarques da BRF renderam US$ 446,2 milhões em setembro, quase 33% mais que no mesmo mês de 2011. Com isso, as vendas da empresa ao exterior chegaram a US$ 3,7 bilhões de janeiro a setembro, valor 4% superior ao registrado em igual intervalo do ano passado. Maior exportadora do setor, a Bunge acusou o arrefecimento da demanda internacional pela soja produzida no país e viu suas exportações recuarem 17,9% no mês passado em relação a setembro de 2011, para US$ 604,8 milhões. Nos nove primeiros meses do ano, os embarques da multinacional a partir do Brasil caíram 0,18%, para US$ 5,075 bilhões.

sábado, 13 de octubre de 2012

RUTA DEL PACIFICO DE 5.404 KM - PACIFICO PERUANO CON ATLANTICO BRASILEÑO

Você está em Economia Rota do Pacífico traz negócios e devastação Comunidades vivem expansão de oportunidades e do crime 13 de outubro de 2012 | 18h 07 Notícia A+ A- Assine a Newsletter Reportagem especial* Há um ano foi inaugurada a megaestrada Interoceânica Sul, de 5.404 quilômetros de extensão, que conecta o Pacífico peruano com o Atlântico brasileiro. Com ela, nasceram centenas de oportunidades de riqueza e desenvolvimento, mas também grandes desafios ambientais e sociais. A estrada abriu uma vasta área da floresta mais cobiçada do planeta à economia mundial. Milhares de pessoas estão chegando para habitá-la e também muitos investidores de países tão distintos quanto China, Rússia, França, México e Chile, em busca de negócios. -------------------------------------------------------------------------------- A tríplice fronteira Brasil, Peru e Bolívia, antes povoada por árvores centenárias, vida selvagem e cerca de 100 mil habitantes em suas áreas mais conservadas, agora se encheu de ruído: a música dos novos povoadores, o zumbido das motosserras, o movimento dos comércios de todo tipo e o estrondo de potentes motores arrancando o ouro enchem o cenário. O Brasil, a sexta economia do mundo, precisava de uma saída para exportar seus produtos aos mercados asiáticos no Pacífico e foi o principal patrocinador da Interoceânica. A estrada era ainda uma maneira de integrar as cidades mais remotas de cada um desses três países: Puerto Maldonado, no Peru; Cobija, na Bolívia, e Rio Branco, no Brasil. A organização não governamental de jornalismo Connectas percorreu cerca de 700 quilômetros da Interoceânica para ver quais foram as mudanças que a estrada trouxe para o meio ambiente e para a vida das pessoas. Na tríplice fronteira, três forças disputam o desenvolvimento. De um lado estão os conservacionistas, que querem que a Amazônia continue intacta e sua biodiversidade somente sirva aos pesquisadores e ao sustento dos habitantes tradicionais. De outro estão os desenvolvimentistas, que acreditam ser possível extrair valiosos recursos, como a madeira e o ouro, de forma racional, com supervisão estatal. Também veem um potencial para expandir a fronteira agropecuária, derrubando e queimando floresta. E, na terceira ponta, estão os destruidores, que já estão tirando os minerais e cortando as árvores sem permissão das autoridades, em especial no Peru e na Bolívia. A estrada conectou a selva com a modernidade e, assim, atraiu milhares de novos habitantes. Os pequenos e tranquilos povoados não conseguiram se preparar para a migração massiva. Nos últimos cinco anos, as pequenas populações duplicaram o número de habitantes, como o caso de Puerto Maldonado, que hoje se vê em apuros para acomodar 200 mil pessoas. Não tem os serviços necessários e, na aglomeração, o crime começa a crescer. A interconexão também abriu caminho para o narcotráfico e o tráfico de pessoas em uma espiral que, reconhecem as autoridades locais, ameaça a antes tranquila região. A Interoceânica é como um cordel que entrelaça todas essas realidades. Enquanto isso, o intercâmbio comercial, sua principal razão de existir, começa a dar resultados. Até o momento, os produtos da região do Acre, como a soja, tinham de percorrer 26,3 mil quilômetros para chegar à China, com uma cara passagem obrigatória pelo Canal do Panamá. Com a nova estrada, essa distância foi reduzida a 17,5 mil quilômetros. No outro sentido, o Peru pode enviar seus produtos a menores custos para a África e a Europa, embarcando-os diretamente nos portos brasileiros no Atlântico. Espera-se que a Interoceânica também melhore o comércio entre Brasil e Peru, que hoje praticamente têm fronteiras abertas, e entre esses países com a Bolívia, que está a um passo da estrada. Também o Chile espera ver crescer suas oportunidades comerciais, uma vez que com a estrada terá acesso a um mercado de 200 milhões de consumidores brasileiros. Apesar das expectativas, pode-se viajar quilômetros sem que se veja uma alma viva. Talvez ainda seja cedo para esperar um vibrante tráfego de caminhões carregados de produtos apenas um ano após a inauguração. Em média, a Interoceânica tem um fluxo de 160 veículos de carga por mês - a maior parte levando madeira para o Pacífico - e cerca de 640 veículos de passageiros, segundo disseram funcionários do pedágio no quilômetro 73, no pampa peruano. No posto da alfândega peruana, o funcionário de turno foi ainda mais pessimista com as cifras: disse que, nos últimos três meses, não passaram mais de 300 caminhões em direção ao Peru com mercadorias variadas, como tubulação e maquinaria, além de ferramentas para os garimpeiros do pampa, muitos dos quais exploram ouro sem permissão. Segundo ele, o que mais se transporta para o Brasil é cimento e alguns poucos produtos agrícolas. A Bolívia, em compensação, vem tirando vantagem econômica da estrada. Uma vez por semana uma caravana de nove carros-tanque parte carregada de gasolina da capital boliviana, La Paz, atravessa o Peru por Juliaca, pega toda a Interoceânica, passa pelo Brasil para logo retornar à Bolívia e fornecer combustível à cidade de Cobija. A enorme volta se justifica pelas péssimas condições das estradas entre os Andes e a selva na Bolívia. Mas, como a gasolina é mais barata na Bolívia do que no Brasil, militares têm de proteger o descarregamento em Cobija, para evitar que o combustível seja contrabandeado de volta para o Brasil. São três as razões que explicam por que está demorando para decolar a sonhada bonança comercial que se acredita trará a estrada entre os três países. A primeira é que não há acordos para que o cruzamento de fronteira seja mais organizado. Os peruanos reclamam de controles excessivos. Carlos Miguel Rios, administrador da transportadora Civa, uma das que mais transitam na região, conta que, para cruzar a fronteira, tem de apresentar certificado de febre amarela, fazer imigração na fronteira e logo ter outro controle em Rio Branco, além dos registros da alfândega. "O trâmite é muito enrolado. Às vezes, argumentam razões fitossanitárias e a gente não pode passar com a mercadoria. Aqui, o único beneficiado é o narcotráfico, que agora ficou com a estrada expressa", disse o transportador. A segunda é que, na teoria, fica barato levar a carga do Brasil aos portos peruanos, mas como o veículo que leva a carga costuma retornar vazio, pois este país exporta bem menos, o frete fica caro. O saldo comercial é negativo para o Peru. Em 2011, as empresas brasileiras venderam US$ 2.45 bilhões ao país, enquanto o Peru exportou US$ 1.27 bilhão. Por último, não é fácil para os motoristas guiar os gigantescos caminhões brasileiros pelas estreitas estradas andinas peruanas no trecho que vai para Juliaca, no sul do país, onde algumas curvas são tão estreitas que até os ônibus de passageiros têm dificuldade em passar. * Reporagem especial: A reportagem foi realizada pela Connectas, organização jornalística sem fins lucrativos que privilegia a aliança com profissionais e meios de comunicação e promove a produção, o intercâmbio, a capacitação e a difusão de informação sobre temas para o desenvolvimento das Américas.

SEIS NOVOS MINISTROS DO CHAVES

Pelo Twitter, Chávez anuncia seis ministros Publicidade DA AFP, EM CARACAS O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, nomeou este sábado seis novos ministros através de sua conta no microblog Twitter, uma semana depois de se reeleger e depois que seu vice e outros membros de seu gabinete se lançaram candidatos às próximas eleições de governadores. "Bom dia, mundo bom! Informo: nomeei como novo ministro de Relações Interiores e Justiça o general Néstor Reverol! Eficiência!!!", escreveu Chávez em sua conta @chavezcandanga. Também no Twitter, o presidente venezuelano fez outras nomeações: o jornalista Ernesto Villegas para a pasta de Comunicação e Informação, Almiranta Carmen Meléndez ao gabinete da Presidência, Aloha Núñez para Povos Indígenas, Cristóbal Francisco para Ambiente e Juan Carlos Loyo para Agricultura e Terras, cargo que havia ocupado até janeiro deste ano. Em seu último tweet, Chávez insistiu: "Eficiência ou Nada!!!!". 'MAIOR EFICIÊNCIA' O presidente venezuelano, que no domingo passado foi reeleito com 55% dos votos para um novo mandato de seis anos, que lhe permitirão completar 20 anos no poder, pediu desculpas pelos erros de seu governo e prometeu "maior eficiência" na transição ao "socialismo". Esta semana, alguns membros do gabinete de Chávez se inscreveram candidatos a governadores pelo governista Partido Socialista Unido da Venezuela para as eleições regionais de 16 de dezembro. Assim, Tareck El Aissami, ministro do Interior e Justiça; Nicia Maldonado, de Povos Indígenas; e Erika Farías, do gabinete da Presidência, deixaram seus cargos para disputar os governos de Aragua (norte), Amazonas (sul) e Cojedes (oeste), respectivamente. O vice-presidente Elías Jaua disputará o governo do Estado de Miranda (norte) com o opositor Henrique Capriles Radonski, que perdeu para Chávez nas eleições presidenciais e atualmente governa a região. Nicolás Maduro, até agora ministro das Relações Exteriores, ocupará a vice-presidência, sem que seu sucessor tenha sido anunciado.

jueves, 11 de octubre de 2012

MISION MERCOSUR

Governo da Venezuela lançará Missão Mercosul para incrementar projetosO governo da Venezuela lança nos próximos dias a Missão Mercosul com o objetivo de promover o país no bloco e na região. Publicada em 11 de Outubro de 2012 O governo da Venezuela lança nos próximos dias a Missão Mercosul com o objetivo de promover o país no bloco e na região. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse que a meta é apoiar as prioridades de desenvolvimento em todo o país, criando condições para que o país enfrente todos os desafios que envolvem a sua presença no bloco, ao qual aderiu no fim de julho. Chávez lembrou que os projetos “serão de grande importância” para transformar a Venezuela em uma grande potência mundial. "O desafio é fazer com que a teoria se torne realidade, tomando as massas e o povo. O Mercosul deve ir do Caribe e da Venezuela, na Amazônia, ao Rio da Plata. É uma potência latina-americana, um projeto histórico", acrescentou. Uma das metas, segundo Chávez, é desenvolver as regiões de Trujillo e do Lago de Maracaibo por meio de um porto internacional, assim como por em prática o projeto ferroviário, que deve unir o Orinoco ao Caribe. "Um dia, mais cedo ou mais tarde, a ferrovia vai chegar a Manaus, na Amazônia", acrescentou. A Venezuela ingressou no Mercosul em 31 de julho, em uma cerimônia em Brasília. Com a adesão da Venezuela, o Mercosul contará com uma população de 270 milhões de habitantes (70% da população da América do Sul), registrando um Produto Interno Bruto (PIB) a preços correntes de US$ 3,3 trilhões (o equivalente a 83,2% do PIB sul-americano) e um território de 12,7 milhões de quilômetros quadrados (72% da área da América do Sul).

martes, 9 de octubre de 2012

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