lunes, 9 de diciembre de 2013

PIB BRASILEIRO CAI PARA 2,35% E INFLAÇÃO VAI PARA 5,7% PARA FINAL DE 2013

Conjuntura

Mercado financeiro corta previsão de crescimento em 2013

Projeção de alta do PIB passou de 2,5% para 2,35%. Expectativa para o ano que vem também caiu. Previsão de inflação em 2013 passou de 5,81% para 5,7%

Mercado espera crescimento de 2,10% do PIB em 2014
Mercado espera crescimento de 2,10% do PIB em 2014 (Rodolfo Buhrer/Reuters)
Na semana em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que aeconomia brasileira recuou 0,5% no terceiro trimestre do ano, os economistas ouvidos pelo Banco Central para a pesquisa semanal Focus cortaram suas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) tanto para 2013 quanto para 2014. É o que mostra o levantamento, divulgado nesta segunda-feira. Para 2013, a previsão de alta do PIB caiu de 2,5 para 2,35%. Já a projeção para o próximo ano foi reduzida de 2,11% para 2,10%.
O resultado do PIB divulgado na semana passada foi o pior desde 2009 - e surpreendeu os analistas, que esperavam uma contração econômica de 0,2% entre julho e setembro.
Ainda segundo a pesquisa Focus, a projeção de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2013 recuou de 5,81% para 5,7%. Há quatro semanas, a estimativa estava em 5,85%. Para 2014, a projeção segue em 5,92%. Há quatro semanas, estava em 5,93%.
A projeção de inflação para os próximos 12 meses recuou de 6,09% para 6,04%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 6,18%. Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para o IPCA em 2013 no cenário de médio prazo caiu de 5,80% para 5,68%. Para 2014, a previsão dos cinco analistas passou de 5,68% para 5,75%. Há um mês, o grupo apostava em altas de 5,86% para 2013 e 5,61% para 2014.
O IPCA desacelerou de 0,57% em outubro para 0,54% em novembro, como mostrou o IBGE na semana passada. O indicador acumula alta de 4,95% no ano e, em 12 meses, de 5,77%, bem distante do centro da meta de inflação, de 4,5%.
Os economistas consultados pelo BC mantiveram a previsão para a taxa Selic no fim de 2014 em 10,50% ao ano. A taxa Selic está hoje em 10% ao ano. A projeção para a Selic média no próximo ano segue em 10,31% ao ano. Há quatro semanas estava em 10,25% ao ano. A previsão para a taxa na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de janeiro segue em 10,25% ao ano, o que significa uma desaceleração no ritmo de alta, que foi de 0,50 ponto porcentual nas últimas reuniões do comitê. Nas estimativas do grupo Top 5 a previsão para a Selic no fim de 2014 está em 11% ao ano há quatro semanas. 

sábado, 7 de diciembre de 2013

A ECONOMIA BRASILEIRA MELHOROU NO II SEMESTRE DE 2013

O consumo das famílias voltou a carregar a economia brasileira no terceiro trimestre deste ano. A alta foi de 1% frente ao período de abril a junho, bem acima do 0,3% registrado no segundo trimestre. O resultado foi o melhor desde o fim de 2012, quando a subida fora de 1,1%. Analistas, no entanto, não veem fôlego no consumo das famílias para sustentar essa taxa. Silvia Matos, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV), diz que o resultado não aponta para uma retomada do consumo, que chegou a acumular alta de 6,9% em 2010. 

Nos últimos quatro trimestres, avançou 2,8%. — Não podemos olhar só dados trimestrais. A foto (o dado trimestral) é essa, mas o filme (dados de longo prazo) é diferente — afirma a especialista. Para Fernando Ribeiro, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o comportamento do setor, que responde por 62% da economia, foi influenciado pelo aumento da confiança e pela inflação menor: — A inflação arrefeceu, isso vai permitir uma alta moderada daqui para frente. 

Para o economista Aurélio Bicalho, do Itaú Unibanco, a alta do consumo das famílias está em um patamar bem mais acomodado que em 2012. No ano, sobe 2,4%, em linha com o PIB, que tem a mesma variação nesta comparação. — O consumo voltou a crescer, mas não se pode esperar o crescimento do passado. A fase que foi de 2004 a 2010 passou — disse o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale. 

SERVIÇOS: PIOR QUE EM 2012 
Enquanto o consumo acelerou, o setor de serviços tomou a mão inversa. Depois de subir 0,8% no segundo trimestre, ficou praticamente parado em 0,1% de abril a junho. Contra o mesmo trimestre do ano passado, os serviços caminharam junto com o PIB. A alta foi de 2,2%, a mesma da média da economia. — Os serviços perderam ritmo este ano frente a 2012 — afirmou Roberto Olinto, coordenador de Contas Nacionais do IBGE. 

Entre as empresas de serviços, a sensação ainda é de demanda aquecida nos negócios. Marcos Madiano, administrador do Armazém do Café, lembra que, embora as famílias já não tenham mais renda suficiente para comprar bens duráveis no mesmo ritmo do ano passado, ainda há quantia disponível para alimentação fora de casa. Segundo ele, a rede, que conta com sete lojas no Rio, está registrando alta nos negócios neste ano. — Ainda há uma gordura na renda das famílias. 

Com o crescimento da economia, o brasileiro passou a conviver com novas opções, com diferentes tipos de vinhos e cafés. As vendas estão aumentando, sim. Além disso, cortei os custos, reduzindo o estoque, por exemplo — disse Madiano. O advogado Sérgio Sobral, sócio do Castro, Barros, Sobral, Gomes Advogados, diz que a demanda tem se mantido, porém concentrada em projetos de infraestrutura e de óleo e gás. 
— A demanda aqui no escritório é muita alta nesses dois segmentos. Acho que a área de infraestrutura vai continuar demandando, pois ainda há muito a fazer — diz Sobral.
Art.AO Globo 19-12-2003

miércoles, 4 de diciembre de 2013

INVESTIMENTOS NO POLO INDUSTRIAL DE MANAUS - NOVEMBRO 2013

Presidida por Schaefer, reunião da Suframa aprova US$ 350 milhões em novos investimentos

29/11/2013
Presidida por Schaefer, reunião da Suframa aprova US$ 350 milhões em novos investimentos
Brasília (29 de novembro) – Presidido pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ricardo Schaefer, o Conselho de Administração da Suframa (CAS) aprovou em reunião realizada nesta quinta-feira quatro projetos de implantação de novos empreendimentos e 25 de diversificação, ampliação e atualização de plantas já existentes no Polo Industrial de Manaus (PIM). São US$ 350 milhões em investimentos totais, com previsão de criação de 130 novos empregos nos próximos três anos.
"Os projetos aprovados vão significar um investimento global neste ano de US$ 11 bilhões, o que é extremamente importante para que o PIM possa continuar em sua trajetória de sucesso em faturamento, geração de empregos qualificados e proteção da biodiversidade da Amazônia”, afirmou Schaefer.
Os principais destaques são os projetos de ampliação, como o da Samsung, que prevê investimento total de cerca de US$ 121 milhões na produção de rádio com toca-discos digital a laser. Outros dois projetos envolvem a fabricação de televisores LCD. A Digiboard vai investir US$ 22 milhões na ampliação das instalações para fabricar subconjunto e tampa traseira para esse tipo de televisor, enquanto a Envision investirá US$ 62 milhões na fabricação de televisor com tela de LCD. A empresa estima produzir 2,5 milhões de unidades a partir do 3º ano de operação.
Já nos projetos de atualização, a Palladium investirá US$ 31 milhões na fabricação de bateria recarregável para equipamento portátil de uso em informática. A Sense, por sua vez, investirá na diversificação da produção, com aporte de US$ 19 milhões para fabricar bicicletas com câmbio. O projeto, somado aos anúncios de instalação em Manaus de novas fabricantes do produto, apontam para uma sedimentação do segmento de bicicletas no PIM.
A Videolar também irá diversificar a produção investindo US$ 21 milhões para passar a fabricar dispositivos de armazenamento de dados em meio semicondutor, os chamados SSD. Os quatro projetos de implantação que somam 130 novos empregos e mais de US$ 6,4 milhões de investimentos são da 111616 Opco, que irá fabricar conjunto para impressão fotográfica digital; da US Comercial, que irá produzir tonalizador; da MF Brasil Fitness, que planeja fabricar aparelho de ginástica para musculação; e da FH de Oliveira Peixoto, que produzirá telhas metálicas onduladas e trapezoidais.
Fonte: Assessoria do MDIC, com informações da Suframa.

martes, 26 de noviembre de 2013

BRASIL QUER FINANCIAR AS EXPORTACOES A VENEZUELA PARA 2014

Fabio Murakawa
De São Paulo
Preocupado com os frequentes atrasos no pagamento às empresas que exportam para a Venezuela, o
governo brasileiro já prepara um plano para garantir a remuneração dos exportadores e, ao mesmo
tempo, driblar a burocracia que enfrentam os importadores venezuelanos para obter dólares e pagar
seus fornecedores no Brasil.
O Valor apurou que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) quer
utilizar recursos do Programa de Financiamento às Exportações (Proex), operado pelo Banco do
Brasil, para financiar as exportações brasileiras à Venezuela. Pelo modelo proposto, o estatal Banco
deVenezuela seria o tomador e garantiria a operação. A instituição repassaria os dólares diretamente
ao exportador brasileiro, quitando o empréstimo com o Banco do Brasil de maneira parcelada.
O Mdic pretende, porém, que essa operação exima os importadores venezuelanos de passar pela
Cadivi (Comissão de Administração de Divisas), o órgão que regula o câmbio no país.
A proposta, ainda não formalizada, foi discutida durante visita
do ministro Fernando Pimentel à Venezuela, em junho deste ano. Ela está sendo discutida pelo Grupo
de Trabalho sobre Assuntos Econômicos e Comerciais, criado em junho e que integra técnicos do
Mdic e do Ministério da Indústria da Venezuela. Os dois países pretendem assinar, em breve, um Memorando de Entendimento sobre Créditos para a Exportação.
A ideia do Mdic é que o montante a ser destinado para essas operações e os limites máximos sejam
definidos pelo Cofig (órgão colegiado que trata dos financiamentos às exportações brasileiras).
A irregularidade nos pagamentos travou o comércio entre os dois países. Entre janeiro e setembro,
as exportações brasileiras à Venezuela somaram US$ 3,124 bilhões, contra US$ 3,746 bilhões no
mesmo período de 2012.
A situação de escassez — de dólares e produtos—agravou-se neste ano na Venezuela, que passou
por duas eleições presidenciais entreoutubro do ano passado e abril de 2013, esta última após a morte
do presidente Hugo Chávez. A gastança nos períodos pré-eleitorais obrigou o presidente Nicolás Maduro
a apertar os cintos, o que se refletiu em uma dificuldade dos importadores de obter divisas e quitar seus compromissos. Como o país — que obtém 96% de seus dólares com o petróleo — importa
cerca de 70% de tudo o que consome,isso resultou em uma escassez de diversos produtos,
A economia também sofreu. A inflação, que fechou 2012 em 20,1%, acumulou alta de 49,4% entre
janeiro e setembro. E o PIB, que cresceu 5,5% no ano passado, deve aumentar 1% em 2013, segundo o
Fundo Monetário Internacional.

sábado, 23 de noviembre de 2013

NOVAS MEDIDAS DE CONTROLES DE DIVISAS NO MARCO DA HABILITANTE

CRIACAO DO CENTRO NACIONAL DE COMERCIO EXTERIOR- PARA REORGANIZACAO DO SISTEMA CAMBIAL VENEZUELANO
POR DECRETO SE CRIA ACORPORACAO DE COMERCIO EXTERIOR - QUE TERA COMO UM DOS OBJETIVOS SELECIONAR AS EMPRESAS TANTO PUBLICAS COMO PRIVADAS PARA COORDENAR O QUE SE REFERE AS IMPORTACOES E EXPORTACOES VENEZUELANAS .
ANTERIORMENTE  NO MES DE FEVEREIRO PASSADO O GOVERNO HAVIA CRIADO O ORGANISMO SUPERIOR DE OPTIMIZACAO DO SISTEMA CAMBIARIO PARA  DEFINIR AS PRIORIDADES DE ASIGNACAO DAS DIVISAS .
CRIADA A LEI PARA CONTROL DE PRECOS, CUSTOS E GANHOS

lunes, 11 de noviembre de 2013

CRECIMENTO DO PIB BRASILEIRO NO PRIMEIRO SEMESTRE 2,6% SEGUNDO IPEA

Estudo revela acomodação do crescimento econômico

Recuperação moderada na indústria e investimentos contrastam com perda no consumo e setor de serviços

A Carta de Conjuntura nº 20, lançada nesta quinta-feira (26), no auditório do Ipea, no Rio de Janeiro, destacou o bom desempenho da economia no primeiro semestre do ano, com crescimento de 2,6% do PIB no primeiro semestre, em relação ao mesmo período de 2012. O resultado puxado pela indústria e pelos investimentos, atentando também para o desempenho excepcional da agropecuária e a queda da atividade extrativa mineral no semestre.

O estudo, apresentado pelo coordenador do Grupo de Estudos de Conjuntura (Gecon), Fernando Ribeiro, com a presença do diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, Cláudio Hamilton dos Santos também mostrou certa perda de fôlego no consumo das famílias, que cresceu 2,2% no semestre, contra 3,1% no ano passado, e desaceleração no setor de serviços, que teve desempenho mais modesto, com crescimento de 0,8%. A Carta apontou ainda alguns desequilíbrios, como a inflação elevada, embora com desaceleração recente, e o déficit em transações correntes em alta.

A publicação trimestral tem como objetivo acompanhar a conjuntura econômica brasileira por meio de seus principais indicadores da atividade econômica, produção industrial, PIB, mercado de trabalho, inflação, setor externo, moeda e crédito, finanças públicas e economia mundial.

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